quarta-feira, 20 de julho de 2016

Italianos criam telha que já vem com placas solares


As empresas italianas Area Industrie Ceramiche e REM desenvolveram a Tegola Solare, uma telha cerâmica com células fotovoltaicas integradas. É uma alternativa sustentável que não atrapalha a estética original das telhas, como acontece muitas vezes com os painéis fotovoltaicos tradicionais, que são grandes e pesados.
Cada telha tem quatro células que transformam a luz solar em energia elétrica, e a fiação fica logo embaixo do telhado. A invenção pode gerar cerca de 3 kW de energia em uma área instalada de 40 m², o que já seria capaz de suprir as necessidades energéticas da residência.


As telhas fotovoltaicas são mais caras do que as placas convencionais, mas sua instalação é feita como a de qualquer outro telhado.

Fonte: Gazeta do Povo

Cimento que brilha no escuro pode substituir iluminação em estradas


No que depender do trabalho de José Carlos Rubio, as estradas nunca mais precisarão de iluminação. O pesquisador e Ph.D. da Universidade de Michoacan de San Nicolas Hidalgo, no México, estuda o cimento há nove anos. Após tanto esforço, ele encontrou uma maneira de produzir um piso capaz de emitir luz, com vida útil de cem anos.
Segundo Rubio, o maior problema enfrentado no processo foi o fato de o cimento ser um corpo opaco, que não permite a passagem de luz para o seu interior. Então, foi necessário um estudo mais profundo e diversas experiências até que a solução fosse encontrada.
O pesquisador explicou qual é a lógica por trás dessa invenção. O cimento é um pó que, ao ser adicionado à água, dissolve-se como um comprimido efervescente. Neste momento o material começa a se assemelhar a um gel muito forte e resistente, ao mesmo tempo, flocos cristalinos são formados, mas esses flocos são totalmente indesejados.



Para resolver o problema, Rubio se dedicou à mudança na estrutura do cimento, para eliminar os flocos e deixá-lo completamente em forma de gel, ajudando a absorver a energia do sol, devolvendo-a ao meio ambiente como luz. Este cimento “brilhante” é feito com base em areia e argila, tendo como único resíduo o vapor de água.
O cimento consegue absorver a energia do sol durante todo o dia, para permanecer iluminado por até 12 horas. Além disso, o pesquisador explica que é possível controlar a intensidade da luz, para evitar que o brilho atrapalhe ciclistas e motoristas, e o material pode ser azul ou verde. O melhor de tudo é a sua vida útil, de até cem anos.


A tecnologia está em fase de adaptação para comercialização e os cientistas também estudam a sua inclusão em gesso e outros produtos da construção civil, como alternativa natural para reduzir o consumo de energia elétrica na iluminação de ambientes.

Suecos criam máquina solar capaz de purificar até 600 litros de água/hora


O casal de empreendedores suecos Annika Johansson e Greger Nilsson, juntos criaram o kit de purificação de água Greenwater, que conta com a combinação de luz ultravioleta (UV) e energia solar.
O sistema de purificação elimina da água as bactérias patogênicas, vírus, amebas e parasitas, inclusive bactérias resistentes ao nosso cloro, tudo isso de maneira sustentável. O sistema tem capacidade para filtrar até 600 litros de água por hora, o que equivale a um consumo médio diário de 80 pessoas.
Usando energia solar, o sistema dispensa o uso da eletricidade vinda da rede convencional, facilitando sua aplicação em regiões com pouca infraestrutura, sem acesso à energia elétrica, por exemplo. Além do mais, o equipamento é portátil, tornando o transporte muito mais simples e até mesmo eficiente.
“As soluções da Greenwater podem ser aplicadas em diversos contextos: desde situações críticas, como catástrofes, em que a infraestrutura de uma região é devastada, não restando qualquer possibilidade de acesso à água potável, passando por países ou comunidades carentes de um sistema de água e esgoto, até empresas que estejam buscando soluções sustentáveis e inovadoras para o tratamento, seja para a entrada (Input) ou para a saída (Output), da água”, explica Greger Nilsson, responsável pela área de desenvolvimento da empresa.

sábado, 22 de março de 2014

Finalmente Stephen Hawking ganhou uma aposta


Notório perdedor de apostas científicas, o físico britânico Stephen Hawking, um dos mais respeitados do mundo, reivindicou nesta terça-feira uma rara vitória. Em participação no programa “Today”, transmitido pela BBC Radio 4, Hawking cobrou do colega Neil Turok — com quem trabalhou na Universidade de Cambridge e hoje é diretor do Instituto Perimeter, no Canadá — “o direito de se gabar” diante do anúncio feito por pesquisadores americanos, na segunda-feira, da detecção de sinais de ondas gravitacionais que teriam sido geradas pela rápida expansão do Universo logo após o Big Bang, processo conhecido como “inflação cósmica”.
Em palestra no início dos anos 2000, Turok propôs teoria segundo a qual o Big Bang, a grande explosão que teria dado origem ao nosso Universo, era apenas o último de uma série de fenômenos do tipo em um Cosmos de natureza cíclica.
— Ontem (segunda-feira), uma equipe de Harvard anunciou ter detectado ondas gravitacionais do Universo primordial. É mais uma confirmação da inflação e também significa que ganhei uma aposta com Neil Turok. A teoria do Universo cíclico não prevê a existência de ondas gravitacionais do Universo primordial — disse.

fonte: O globo

domingo, 24 de março de 2013

Chegamos ao Zero Absoluto ?




O zero absoluto é uma temperatura até então hipotética e que, de tão baixa, faria com que toda a energia térmica de um material ou ambiente desaparecesse por completo. Em março de 2012, chegamos a publicar uma matéria explicando por que o ser humano nunca conseguiria atingir esse limite. Agora, a ciência prega uma daquelas peças que adoramos e sai com uma novidade de espantar: essa temperatura não é só possível de ser atingida, como também de ser superada.

Para chegar a esse resultado, cientistas da Universidade Ludwig Maximilian, na Alemanha, criaram um gás quântico com átomos de potássio alinhados de maneira específica com a ajuda de lasers e campos magnéticos.

Assim, quando os campos magnéticos foram rapidamente ajustados, os átomos passaram de um estado de baixa energia para um estado com o mais alto nível de energia possível. Essa transição, aliada ao fato de que os átomos continuaram em ordem graças ao feixe laser, fez com que a temperatura do gás ultrapassasse alguns bilionésimos de graus abaixo da temperatura de zero absoluto (-273,15° C).

Com esse avanço científico, os pesquisadores seriam capazes, por exemplo, de criar novos tipos de matéria, mas antes precisam solucionar uma espécie de efeito colateral dessa temperatura: o físico teórico Achim Rosch, da Universidade de Cologne, na Alemanha, calcula que, em um sistema como esse, os átomos abaixo do zero absoluto passam a flutuar em vez de serem puxados pela gravidade.

Outra peculiaridade desse gás é que ele passa a se comportar de maneira semelhante à da energia escura, força que ainda é considerada como um dos mistérios ainda não resolvidos da Física e que tem papel fundamental na expansão do universo, já que desafia a gravidade que tenta fazer o universo voltar para o seu centro.

Quando os átomos de potássio do gás quântico mudam de estado de energia, eles deixam de se repelir e passam a serem atraídos uns pelos outros. Porém, eles não entram em colapso uns contra os outros, já que a temperatura abaixo do zero absoluto torna a cadeia estabilizada. Essa descoberta pode ajudar cosmólogos a entenderem melhor o funcionamento do nosso universo.