sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Oitava Semana Acadêmica do IFFluminense Itaperuna



Contagem regressiva para a 8ª Semana Acadêmica IFF Itaperuna - Instituto Federal Fluminense Campus Itaperuna!!
As inscrições para as palestras, oficinas e minicursos que fazem parte da programação do evento começam na segunda-feira, dia 2 de setembro.
Não perca tempo!! A programação completa já está disponível no site do evento. Quer saber mais? Acesse: https://bit.ly/2UkpERV

Os Ciclos de Milankovicth





Milutin Milankovitch foi um engenheiro e geofísico sérvio. Esse astrofísico sérvio é conhecido por desenvolver uma das teorias mais significativas relacionadas aos movimentos da Terra e as mudanças climáticas a longo prazo.




A variação orbital ou ciclo de Milankovitch ocorre periodicamente, fazendo com que a radiação solar chegue de forma diferente em cada hemisfério terrestre de tempos em tempos. Esta variação provoca as variações glaciais, que são períodos de longos verões e longos invernos.

A teoria de Milankovitch é baseada nas variações cíclicas destes 3 elementos que ocasionam variações da quantidade de energia solar que chega a Terra desencadeando a entrada numa era glacial ou interglacial.



– Excentricidade da Órbita – A forma da órbita da Terra ao redor do sol (excentricidade) varia entre uma elipse e uma forma mais circular

                    

– Obliquidade do Eixo de Rotação – O eixo da Terra é inclinado em relação ao sol em aproximadamente 23º. Esta inclinação oscila entre 22,5º e 24,5º. (quando a inclinação é maior as estações são mais extremas -os invernos são mais frios e os verões mais quentes. E quando a inclinação é menor as estações são mais suaves).

                                

– Precessão – Conforme a Terra gira em torno de seu eixo, o eixo também oscila entre um sentido apontando para a estrela do Norte, e outro apontando para a estrela.

Alterações na quantidade de energia do sistema climático podem levar à mudanças significativas em seus componentes.
Nos últimos três milhões de anos, o sistema climático entrou em uma fase de ciclos regulares de eras do gelo. A descoberta das glaciações estabeleceu as bases para o estudo das mudanças climáticas e suas explicações.
Evidências sugerem que as glaciações estão associadas à variações na insolação da luz solar. Essa variações são provocadas por alterações na inclinação (letra T da imagem acima) e na precessão (letra P) do eixo terrestre, e por alterações na excentricidade da órbita (letra E).
As alterações na inclinação, precessão e órbita podem ser calculadas com precisão astronômica e são denominadas como ciclos de Milankovitch. Os ciclos provocam uma mudança na distribuição da quantidade de radiação solar recebida em cada latitude, em cada estação do ano. A quantidade média de radiação que chega no planeta continua a mesma.
A hipótese é de que a quantidade de radiação solar durante o verão do hemisfério norte é crucial para iniciar as glaciações. Quando, nos ciclos de Milankovitch, o hemisfério norte passa a ser banhado, durante o verão, por uma quantidade de radiação solar abaixo de um nível crítico, a neve do inverno deixa de ser completamente derretida. Dessa forma, a neve se acumula de um ano para o outro, e uma camada de gelo começa a se formar.
Há, no entanto, outro fator que contribui para a formação das eras do gelo. Dados obtidos em registros paleoclimatológicos, como núcleos de gelo, indicam que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono – CO2 – diminuem nas glaciações e sobem nos períodos interglaciais.
Uma vez que o CO2 é um gás de efeito estufa, a alteração de suas concentrações atmosféricas interferem na quantidade de energia emitida para o espaço na forma de radiação infravermelha.
O resfriamento inicial do sistema climático, condicionadas pelos ciclos de Milankovitch, é subsequentemente amplificado pela queda na concentração de CO2. O aquecimento global, no final da glaciação, é intensificado pelo aumento do CO2 da atmosfera.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Processo Seletivo e Vestibular 2018 do IFF

Os interessados devem fazer a inscrição no período de 12 de setembro a 16 de outubro de 2017no endereço eletrônico www.selecoes.iff.edu.br, ou presencialmente no campus ofertante do curso pretendido. Para realizar a inscrição, o candidato deverá possuir Cadastro de Pessoa Física (CPF) próprio; Documento Oficial de Identificação com foto, próprio; e Correio eletrônico (e-mail), não sendo possível realizar a inscrição utilizando o CPF e/ou outros documentos oficiais de identificação de terceiros.
 O diretor de Gestão Acadêmica e Políticas de Acesso do IFF, Marcelo Sarmento, destaca as muitas possibilidades para os interessados. Tem uma diversidade de cursos, de possibilidades de escolha para os candidatos. Eles devem estar atentos, ler o edital e escolher aquele curso que desejam concorrer e cursar. Para 2018, ampliamos o número de vagas e estamos ofertando cursos novos, como os superiores em Gastronomia do Campus Cabo Frio e em Engenharia Elétrica do CampusMacaé; e os Cursos Técnicos Concomitantes em Edificações e Automação Industrial do Campus Pádua ”, diz.
 Para os Cursos Técnicos de Nível Médio são ofertadas 2920 vagas para os campi Avançados Cambuci, Maricá e São João da Barra e para os campi Bom Jesus do Itabapoana, Cabo Frio, Campos Centro, Campos Guarus, Itaperuna, Macaé, Quissamã, Santo Antônio de Pádua e para a Unidade de Formação de Cordeiro.
 Alguns dos cursos ofertados são: Agropecuária, Construção Naval, Eletromecânica, Meio Ambiente, Alimentos, Hospedagem, Mecânica, Informática, Telecomunicações, Enfermagem, Farmácia, Administração, entre outros.
Podem se candidatar aqueles que tenham concluído o Ensino Fundamental, ou que estejam concluindo o 9.º ano do EnsinoFundamental no ano de 2017 (Curso Integrado ao Ensino Médio); que tenham concluído o Ensino Médio, ou que, no momento da matrícula, estejam cursando, no mínimo, o 2.º ano do Ensino Médio ou de curso equivalente (Curso Concomitante); que tenham concluído o Curso Técnico de Nível Médio ou o Ensino Médio (antigo 2.º grau) ou que possuamCertificado de Conclusão do Ensino Médio com base nos resultados obtidos no Enem (Curso Subsequente), conforme orientações do Edital N.º 179, de 04 de setembro de 2017.
 As inscrições para os Cursos Técnicos de Nível Médio podem ser feitas AQUI.
 Após realizar a inscrição, é necessário fazer o pagamento da taxa no valor de R$ 25,00, por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU). A isenção da taxa deverá ser requerida no ato da inscrição, no período de 12 a 26 de setembro, conforme orientações do Anexo III do edital.
 O Processo Seletivo para os Cursos Técnicos de Nível Médio será desenvolvido em etapa única que compreende prova objetiva de múltipla escolha, a ser aplicada no dia 03 de dezembro de 2017. O resultado final será divulgado no dia 10 de janeiro de 2018.
 Já para os Cursos Superiores de Tecnologia, Bacharelado e Licenciatura, a oferta é de 484 vagas para os campi Bom Jesus do Itabapoana, Cabo Frio, Campos Centro, Campos Guarus, Itaperuna e Macaé.
 Entre os cursos ofertados estão: Ciência e Tecnologia dos Alimentos, Hotelaria, Arquitetura e Urbanismo, Teatro, Matemática, Educação Física, Manutenção Industrial, Engenharia Ambiental, Música Engenharia Elétrica. Podem se candidatar portadores de Certificados de Conclusão do Ensino Médio (antigo 2.º grau) ou de curso equivalente.
 O pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 65,00 por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU), gerada no momento da inscrição, deverá ser efetuado até o dia 18 de outubroem qualquer agência do Banco do Brasil. A isenção da taxa, assim como os Cursos Técnicos de Nível Médio, deverá ser requerida no ato da inscrição, no período de 12 a 26 de setembro.
 O Concurso Vestibular 2018 – 1.º Semestre será realizado em duas fases: primeira fase no dia 26 de novembro; e segunda fase, no dia 17 de dezembro, conforme informações do Edital N.º 180, de 04 de setembro de 2017
 As inscrições para o Concurso Vestibular podem ser feitas AQUI.
 É importante que o candidato leia atentamente todo o edital antes de realizar a inscrição. O candidato que apresentar dúvidas relacionadas às inscrições poderá enviar e-mail para: atendimentoaocandidato@iff.edu.br

domingo, 9 de julho de 2017

Primeira Escola Brasileira Síncroton


A Escola Brasileira de Síncrotron: “Fundamentos e Aplicações”, que acontecerá entre 10 e 21 de julho de 2017 no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, SP. Planejada como um evento regular, a iniciativa busca ampliar a capacitação da atual comunidade de usuários do LNLS, além de impulsionar a formação e o treinamento de novos usuários, potencialmente aptos a utilizar técnicas de luz síncrotron em suas áreas de pesquisa. Na Escola serão apresentados os conceitos básicos da produção de luz síncrotron e suas principais propriedades, além de algumas técnicas e tecnologias específicas. A Escola Brasileira de Síncrotron (EBS), durante suas duas semanas, terá aulas teóricas e práticas, estas últimas utilizando as linhas de luz disponíveis no LNLS.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Alemães fazem máquina funcionar e vão mudar o mundo nos próximos anos



Uma das maiores descobertas da ciência recente foi conseguir colocar, pela primeira vez, uma máquina de fusão nuclear funcional. E sim, na Alemanha a máquina Wendelstein 7-X foi capaz de confirmar tal feito.
Como funciona a máquina? A máquina tem o mesmo principio do sol: funde átomos para gerar energia. Ela é o oposto da energia nuclear que temos hoje, que funciona através da fissão. Por 30 anos, a humanidade esteve pesquisando a fusão nuclear na esperança que isso se transformasse em uma fonte inesgotável de energia.
Ao dominar a fusão nuclear, vamos estar perto de uma fonte de energia inesgotável, e isso deve mudar o planeta para sempre: vamos poder dessalinizar água salgada, um dos exemplo, e transformar desertos em grandes fazendas – eliminando a fome -, podemos fazer o custo do transporte cair também.
O Wendelstain 7-X é uma máquina com de 16 metros de diâmetro, que tenta imitar as condições das estrelas para fundir átomos e produzir energia, produzindo assim um campo magnético para segurar o plasma gerado no processo. E tudo isso foi conseguido, com um campo magnético 3D que conseguiu fazer o processo sem destruir a máquina.
A priori, a máquina vai gerar energia apenas para si. Depois, poderemos começar a usar essa tecnologia para gerar uma enorme quantidade de energia de maneira barata e limpa, já que o produto da reação é água.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Japão mantém estação de trem para uma única usuária ir à escola


Uma companhia de trens japonesa resolveu preservar aberta a estação de Kami-Shirataki, localizada em Hokkaido.

A curiosidade é que a estação funciona apenas para uma pessoa: a adolescente Kana Harada.

A remota estação, que se encontra a 80 quilômetros de distância da parada inicial, funciona duas vezes ao dia: de manhã, às 7h04m, e de tarde às 17h08m, apenas nos dias em que Kana tem aulas e com o horário ajustado para que ela realize o trajeto entre sua casa e a escola.
A companhia Hokkaido Railway Co’s, que administra os trens da região, tem sido muito elogiada pelos usuários devido ao gesto de respeito e bondade. A princípio, em 2012, a decisão era de fechar a estação devido à falta de uso e à localização remota. No entanto, após uma investigação, eles descobriram que a parada era usada diariamente por apenas uma menina. Logo, a empresa decidiu que a estação ficaria aberta até março de 2016, quando Kana Harada se formou.

A jovem utiliza a estação há três anos e já expressou a sua tristeza ao lembrar que ela irá fechar em breve. “Eu fico triste por pensar que ela vai desaparecer, mas me sinto muito agradecida por tudo”, afirmou em um vídeo disponibilizado pelo Daily Mail.

A história da menina é comovente e o gesto bondoso da empresa é um modelo a ser seguido.

fonte jornal ciência

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Google constrói computador quântico 100 milhões de vezes mais rápido que um PC


A nova plataforma é capaz de resolver problemas 100 milhões de vezes mais rápido do que um PC convencional.

Ao contrário dos computadores regulares que codificam dados para bits que pode conter tanto “1” ou “0”, os computadores quânticos usam bits quânticos que podem processar ‘1’ e ‘0’ simultaneamente.
Usando técnicas especiais para manipular unidades de informação quântica, isso permite que o computador possa realizar toda uma série de cálculos matemáticos, tudo ao mesmo tempo.
Conhecido como ‘D-Wave X2’, o supercomputador quântico do gigante das buscas aproveita esses métodos para realizar um processamento chega a velocidades de até 100 milhões de vezes mais rápido que um computador padrão.

Para construir o computador quântico, o Google contou com a parceria da NASA, Para o diretor de exploração Rupak Biswas, esta tecnologia disruptiva poderia mudar a forma como fazemos tudo atualmente.

Esta chegando a quinta Semana Acadêmica do IFF campus Itaperuna !!!!!


Mais um prêmio internacional recebido por um matemático brasileiro!





O Acadêmico Marcelo Viana - que, no dia 8 de junho, se tornou o primeiro brasileiro a ganhar o Grande Prêmio Científico Louis D. da França - esteve no Colégio Cruzeiro, no Rio de Janeiro, para falar sobre a área que o levou a receber a maior distinção do país europeu para a pesquisa científica: a matemática. O evento "Encontro com as profissões", voltado para alunos do ensino médio, aconteceu em meados de maio.
O pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) falou sobre a sua profissão de uma forma leve e agradável aos estudantes, que tiveram a oportunidade de entender melhor sobre o que faz um matemático. Para isso, citou o professor Paul Lockhart: "Fazer matemática sempre deveria significar encontrar padrões e construir explicações bonitas e significativas".  E completou: "Essa frase é um pouco misteriosa, então decidi concretizar essa ideia". 

Dominó para explicar a matemática

Assim, Viana chamou três alunos para participarem de uma demonstração prática. Cada um recebeu peças de dominó - um recebeu o jogo completo, outro recebeu as peças até a numeração 5 e o terceiro recebeu as peças até a numeração 4. O objetivo era que cada um conseguisse fechar um círculo usando todas as peças uma vez só.  
O aluno que tinha as peças até a numeração 5 foi o único que não conseguiu fechar o círculo. Viana afirmou que isso seria de fato impossível, e explicou com uma história do século 18 sobre a cidade de Königsberg, na Prússia, em que a população buscava meios de fazer um percurso que passasse por todas as pontes do centro apenas uma vez. As pessoas não conseguiram e chamaram um matemático, Leonhard Euler, para resolver o problema. Euler, por sua vez, afirmou que o percurso em questão não era possível porque tinha vértices ímpares, ou seja, para que fosse possível, seria necessário que cada ponto de saída tivesse um número par de caminhos.  

Transformando os caminhos em linhas e suas interseções em pontos, Euler criou, possivelmente, o primeiro grafo da história, nome das estruturas empregadas em um ramo da matemática que estuda as relações entre os objetos de um determinado conjunto. Assim, nasceu o teorema de Euler: um grafo possui percurso fechado passando exatamente uma vez por cada uma das arestas se, e somente se, todos os vértices são pares.  

Para que serve a matemática?

"O rosto de Euler está na nota de dez francos suíços, mas acredito que, mesmo sendo responsável pela teoria dos grafos, que movimenta bilhões de dólares por ano, ele não tenha ganhado nem dez francos por isso", comentou Viana. Hoje, a teoria dos grafos influencia diretamente sistemas inteligentes de transporte aéreo, planejamento de tráfego urbano, de redes de estradas, controle de epidemias e outras áreas.  

"Sem a matemática, não haveria novos fármacos, aviões, conta bancária, ressonância magnética, smartphones", afirmou Marcelo Viana. No Reino Unido, 10% dos empregos são ligados à matemática, e atividades ligadas a essa área correspondem a 16% do PIB. Na França, são 15% do PIB, e 9% dos empregos estão ligados à matemática. "A empregabilidade é excelente. Esses 9% não são empregos quaisquer, são cargos bons, com bons salários. Das 85 tecnologias que a França considera estratégicas, 37 são ligadas à matemática."  

Em 2015, a revista Forbes publicou um ranking das melhores profissões. As dez primeiras incluíam atuária (que liderou a lista), estatística, ciência de dados, engenharia de software e análise de sistemas computacionais - todas profissões ligadas à matemática. O ranking considera não apenas o salário, mas também as condições de trabalho. "No Brasil não existem estudos como esse, mas tudo leva a crer que as conclusões seriam parecidas", disse Viana.

Ele lembrou que, para se tornar engenheiro, é preciso ter um mínimo de expertise em matemática. "A Austrália tem 38,1% dos seus alunos no nível 4 ou superior na avaliação de matemática do PISA [o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes]. O Canadá, 43,3%, a Coreia do Sul, 51,8%, a China, 71,2%, e o Brasil tem 3,8%. É uma catástrofe." Quem tem expertise, disse Viana, é como se tivesse "um sexto sentido", e só 4% dos brasileiros têm. "Então há um nicho enorme para quem quiser atuar nessa direção."  
O pesquisador informou que, se o Brasil subisse 25 pontos na prova de matemática do PISA, o PIB seria multiplicado por 2,5. "E se subirmos 25 pontos nós não vamos chegar no nível da Finlândia, mas do México." Para conseguirmos isso, segundo Viana, não precisamos inventar a roda, basta repetir o que outros países já fizeram. "Temos um sistema de educação gigantesco, 246 mil escolas. É preciso investir na formação dos professores." Quase 40% dos professores da rede pública que atuam nos anos finais dos ensinos fundamental e médio não têm formação para a matéria que ensinam, segundo dados do Censo da Educação Básica de 2015.  

Herói da matemática

Viana comentou com os estudantes sobre o Acadêmico Artur Ávila, também do Impa, que, há dois anos, ganhou o maior prêmio do mundo voltado para a matemática, a Medalha Fields (apelidada de "Nobel da matemática"), aos 34 anos. "Só é possível ganhar a Medalha Fields até os 40 anos, e isso acontece apenas uma vez a cada quatro anos. Então ganhar o Prêmio Nobel é moleza perto dela", brincou. Artur Avila foi o primeiro vencedor da Medalha que nasceu, cresceu e foi educado em um país em desenvolvimento. Tornou-se uma espécie de herói para os brasileiros.  

Ele também falou sobre o biênio da matemática no Brasil, que acontecerá em 2017 e 2018. O Rio de Janeiro receberá os dois principais eventos do mundo nessa área: a Olimpíada Internacional de Matemática, em julho de 2017, e o Congresso Internacional de Matemática (onde é entregue a Medalha Fields), em agosto de 2018.   

Julia Fragale, 17, foi uma das estudantes que participou do experimento de Viana. Ela contou que pensa em seguir a carreira de engenharia aeronáutica e se interessa por matemática: "Antes eu estudava em uma escola de artes e não gostava dessa matéria, mas, para entrar no Cruzeiro, precisei estudar muito matemática. Aí passei a entender e, quando você entende, você começa a gostar da coisa".  

Mais um prêmio para o Brasil


Sobre o Prêmio Louis D., Marcelo Viana contou que foi concedido pelo conjunto do trabalho que faz com sua equipe no Impa na área de sistemas dinâmicos, também chamada de Teoria do Caos, que estuda o modo que fenômenos evoluem no tempo - clima, aspectos da natureza, reações químicas etc. "É uma área que se desenvolveu muito no Brasil a partir dos anos 90, e é muito forte no Impa." Ele contou que outro fator a ser considerado foi o fato de seu projeto buscar aumentar a cooperação com a França, apoiando o intercâmbio e a mobilidade de jovens. 

Jovem monta observatório caseiro e flagra fenômeno raro no céu


Um adolescente de 16 anos de Campinas (SP) montou no quintal de casa um observatório astronômico amador com menos de R$ 200 e registrou uma série de sprites, que são descargas elétricas que ocorrem entre 50 e 80 quilômetros de distância da superfície da terra. O fenômeno é raro e geralmente observado com ajuda de satélites, segundo especialistas.
Lucas Mateus conta que montou o observatório com uma câmera usada em circuitos internos de segurança acoplada ao notebook da família. “Barato e eficiente”, justifica o apaixonado por astronomia.
Depois de montado o sistema, ele conseguiu com observadores mais experientes umas dicas para instalar um programa que grava qualquer movimento no céu. “Seis horas da tarde eu ligo ela e deixo até 6 horas da manhã”, explica  o jovem.
Mas, no dia 29 de maio ele acabou gravando as descargas elétricas conhecidas como sprites. “Foi na madrugada, eu acordei, e olhei pra ver o que o tinha capturado. Na hora que eu vi tinha uma imagem meio borrada, parecia o desenho de um mosquito (..) Fui pesquisar e descobri que era um sprite”, lembra o jovem.
“Para ver tem que ter uma tempestade com muitos relâmpagos entre 200 e 800 quilômetros daqui. Ele conseguiu isso e foi um grande feito. Ele pode se orgulhar do que ele fez”, afirma a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)  Fernanda São Sabbas, maior especialista em sprites da América Latina. As imagens dele rodaram o mundo em sites e redes sociais de observadores do céu.
A convite da EPTV, afiliada da TV Globo,  Lucas Mateus  e o pai foram conhecer um dos maiores telescópios de visitação. O observatório fica no Distrito de Joaquim Egídio, em Campinas.
“É muito raro a gente encontrar um jovem na sua idade interessado por ciências. Interessado como você está. Então, meus parabéns”, disse o astrônomo Júlio Lobo ao jovem durante a visita.
Lucas Mateus comentou que no telescópio profissional é possível ver as crateras da lua de perto. “Bem diferente do binóculo que eu usava; bem diferente, dá para ver de perto as crateras”, disse o garoto.

Mas questionado sobre o futuro, ele disse já ter traçado o que pretende fazer. “Quero ser astronauta, tirar uma foto da terra lá de cima”, finaliza.

Fonte G1

Em 14 de Agosto de 2016 dois anos que o matemático brasileiro Artur Avila ganhou a desejada Medalha Fields

As contribuições de Albert Einstein



Tamanhas foram as contribuições do alemão Albert Einstein para a física, que os pesquisadores têm grande dificuldade para apontar qual foi a mais importante. Todos, no entanto, são unânimes em afirmar que as descobertas de Einstein, que completaria 137 anos em 2016, revolucionaram a ciência moderna e causam grande impacto ainda hoje. Prova disso é a recente detecção das ondas gravitacionais previstas na Teoria da Relatividade há 100 anos. A descoberta abriu uma nova janela para o universo e inaugurou uma nova etapa para a ciência.
"As ondas gravitacionais vão revolucionar nosso conhecimento sobre o universo. Poderemos desvendar, por exemplo, o momento em que o universo surgiu", afirma o pesquisador Odylio Aguiar, do Instituto Nacional de Pesquisas 
Odylio integra o grupo de cientistas responsável pela descoberta das ondas de Einstein. "Estamos no início do caminho, mas Einstein imaginou que a confirmação demoraria muito tempo para acontecer ou nem aconteceria", diz.
Em 2016, ainda sob o impacto da confirmação das ondas gravitacionais, é difícil falar de Einstein sem falar de Teoria da Relatividade.
"Porque foi, até agora, a maior descoberta da física do século 21. Só é possível comparar com Galileu, que descobriu um mundo novo quando apontou uma luneta para o céu", afirma o pesquisador Martin Makler, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI).  "Pensar em Einstein é pensar em relatividade, em gravidade e, como consequência, em cosmologia, buracos negros e, claro, ondas gravitacionais. Mas, se elas foram previstas há 100 anos, qual a grande descoberta? Uma coisa é previsão teórica, mas observar é outra, e isso só foi possível graças aos avanços tecnológicos sem precedentes", acrescenta.
É fato que Einstein é mais conhecido pela Teoria da Relatividade, mas suas "digitais" estão por toda parte. "Suas pesquisas foram fundamentais para o desenvolvimento da mecânica quântica, um dos pilares da física moderna e que levou à compreensão da estrutura da matéria e inúmeras aplicações", explica Makler.
Seu modelo para o efeito fotoelétrico, por exemplo, foi crucial para a mecânica quântica e lhe rendeu o Prêmio Nobel em 1921. Seus estudos sobre a emissão estimulada possibilitaram a invenção do raio laser, de máquinas modernas, como scanner e impressora, do CD e do DVD e de inúmeras aplicações à medicina. "Até o GPS é uma invenção que podemos vincular às contribuições de Einstein", diz o Odylio.
Gênio
Se é difícil para os pesquisadores apontar a maior contribuição do físico alemão para a ciência moderna, é ainda mais delicado sugerir uma característica da sua personalidade que o transformou em gênio.
"O segredo de Einstein é que ele era uma pessoa não convencional. Ele não se apegava a dogmas e, por isso, teve a audácia, a ousadia de pensar livremente", avalia Odylio, do Inpe.
Para Martin, do CBPF, à genialidade de Einstein soma-se o contexto histórico. "Ele viveu numa época em que se podia fazer uma revolução com algo relativamente simples. A dinâmica mudou. Hoje, física é big science, depende de tecnologia e experimentos. Mas a obra de Einstein foi única. Não teve ninguém igual", diz o pesquisador.

Fonte: MCTI


Um físico competindo na olimpíadas Rio 2016


Se você imagina que é impossível conciliar uma carreira esportiva de alta performance com estudos levados muito a sério, está enganado. E um australiano de 21 anos prova isso. Um dos favoritos à medalha de ouro nos 100m livre das Olimpíadas do Rio, Cameron McEvoy não só divide seu tempo entre as piscinas e a universidade, como participa de complexos projetos de física que alimentam seu sonho de, um dia, trabalhar na Nasa, a agência espacial norte-americana.
Por enquanto, McEvoy estuda na Austrália e impressiona nas piscinas. Neste ano, fez o terceiro melhor tempo da história nos 100m livre (47s04) nas eliminatórias de seu país para os Jogos Olímpicos. Detalhe: ele só fica atrás de César Cielo e Alain Bernard, que em 2009 baixaram da casa dos 47s usando os trajes tecnológicos, atualmente proibidos.
Parte desse sucesso ele dedica a uma característica que o fez se apaixonar pela física: o jeito analítico de ser. “Sou uma pessoa realmente analítica e isso sempre me ajudou na natação. Sempre analiso provas e como posso melhorar. Faço isso em todo treino desde os sete anos”, contou ao Daily Telegraph.
McEvoy também ama fazer contas. Seu gosto pelos números o levou à faculdade de física e matemática. Atualmente, ele participa de um projeto sobre nanodiamantes (!) e suas atividades atômicas sob o comando de um renomado físico. Seus sonhos se dividem entre medalhas olímpicas e a vontade de trabalhar na Nasa.
Enquanto isso não acontece, ele mescla as duas vidas. Neste ano, por exemplo, sua touca de natação tinha um símbolo diferente que chamou a atenção. McEvoy explicou. Era uma homenagem à primeira detecção direta de ondas gravitacionais geradas pela colisão e fusão de dois buracos negros, oscilações previstas por Albert Einstein, segundo relatos acadêmicos.
Suas fotos “normais” de um jovem no Instagram se misturam a imagens do espaço que o cativam diariamente. Não à toa, seu apelido é “O Professor”. Recentemente, ele mostrou um complexo cálculo para prever qual seria seu tempo perfeito nos 200m livre. A conclusão de McEvoy: “o experimento é totalmente diferente da teoria e com certeza não posso fazer isso”.
O australiano se diverte com a vida dividida, posa para fotos temáticas (como estudando no fundo da piscina) e aproveita as viagens que a natação lhe proporciona para conhecer, entre outras coisas, museus de física e matemática. Mas na viagem ao Rio de Janeiro, em agosto deste ano, seu maior objetivo será outro.

Fonte UOL