A Medalha Fields, principal prêmio da matemática, foi entregue na terça-feira (22/8/2006), no Congresso Internacional de Matemática, em Madrid, na Espanha. Mas a maior notícia não foi quem recebeu e sim aquele que não quis a distinção.Perelman, que vive em um pequeno apartamento em São Petersburgo com a mãe, recusou-se a comentar a recusa. O matemático russo recusou anteriormente outros prêmios e ofertas para lecionar em universidades como Princeton e Stanford, nos Estados Unidos. Ele teria dito que não aceitará o US$ 1 milhão oferecido pelo Instituto de Matemática Clay a quem resolvesse a conjectura de Poincaré.A conjectura de Poincaré, proposta em 1904, propõe que qualquer superfície simplesmente conexa, sem buracos, pode ser deformada até se transformar em uma esfera. A questão consiste em saber se os cálculos bidimensionais podem ser modificados para responder a questões semelhantes sobre espaços tridimensionais ou outros. Poincaré achava que sim, mas não provou matematicamente a conjectura.A conjectura foi demonstrada em 1960 para cinco ou mais dimensões, por Stephen Smale, hoje no Instituto Tecnológico Toyota, em Chicago. Em 1983, outro norte-americano, Michael Freedman, fez o mesmo para quatro dimensões.Os dois ganharam a Medalha Fields pelos trabalhos, mas a prova tridimensional estava aberta até agora. Perelman resolveu a conjectura por meio de uma técnica conhecida como Ricci, que reduz irregularidades em uma superfície e transforma superfícies em formas mais simples.
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sábado, 15 de março de 2008
Matemático Russo que recusou prêmio de U$ 1.000.000,00
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Gregory Perelman,
Medalha Fields 2006,
U$ 1000000
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