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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mesmo com Crise Financeira Ano Internacional da Astronomia vai EMPOLGAR





O Ano Internacional de Astronomia (IYA 2009), promovido a nível mundial pela União Astronómica Internacional (IAU), tem o apoio da UNESCO e pretende celebrar os 400 anos da primeira utilização do telescópio para observações astronómicas por Galileu, estando para já envolvidos mais de 130 países.
"O meu papel como coordenador global do IYA 2009 é dar enquadramento aos diversos coordenadores nacionais, que são os que realmente vão fazer com que as coisas aconteçam no terreno, mas também com os 'media-partners' e os diversos institutos e agências espalhados pelo Mundo", explicou à Lusa o responsável. "A astronomia já vive anualmente de palestras e de acções concretas com as comunidades, mas com esta iniciativa queremos mostrar uma perspectiva global de colaboração internacional na comunicação de ciência ao público em geral", referiu Pedro Russo, para quem "este ano será de facto especial". Alguns projectos satélites têm vindo a ser preparados ao longo deste último ano, como o Portal Global de Astronomia, previsto para Janeiro, mas que provavelmente só estará online em Março. "Esse portal é direccionado para o público geral, mas será especialmente interessante para os jornalistas, porque a ideia principal é agrupar todos os comunicados de imprensa, imagens, vídeos e animações, que vão saindo por vezes diariamente, de uma maneira fiável como numa agência de notícias", salientou o astrónomo planetário. "Será igualmente, uma espécie de páginas amarelas de toda a comunidade astronómica cientifica", disse. Pedro Russo começa todos os dia a trabalhar por volta das 7h30 e quando repara que o dia já lhe tomou bastante tempo, ainda se lembra - porque faz questão de trabalhar assim, afirma - que do outro lado do Mundo "há gente a acordar, e que espera receber uma resposta do coordenador mundial para o IYA 2009", tentando por isso minimizar o tempo de resposta que a preparação deste projecto obriga. Outra iniciativa que foi desenvolvida a pensar no IYA 2009, o Galileu Scope, é uma espécie de 'Magalhães' da astronomia, um telescópio que vai estar disponível para escolas, planetários e centros de ensino em todo o Mundo por cerca de oito euros. "Para além de um telescópio de observação, será um instrumento de descoberta, para ensinar física astronomia ou óptica, numa sala de aula, como ferramenta didáctica". A coordenação global do IYA 2009 é apoiada financeiramente pelas diversas instituições ligadas à astronomia, bem como pela UNESCO, estando naturalmente dependente da situação económica geral. "Temos sentido a nível das comissões nacionais, indicadores, de que houve alguns cortes a nível de financiamento na divulgação e educação da ciência, pelo que se vão reflectir em alguns programas", reconheceu Pedro Russo, mas em contrapartida, "curiosamente", a União Europeia aumentou o investimento em ciência e tecnologia para a Agência Espacial Europeia, para os próximos anos em cerca de 15 por cento. Globalmente vão acontecer eventos "quase diariamente" em vários pontos de cada país, estando a abertura oficial programada para o dia 15 de Janeiro na sede da UNESCO em Paris, onde "estarão representadas mais de 100 delegações dos diversos países, algumas personalidades e cerca de uma centena de licenciados em astronomia", salientou. Em Portugal, a abertura oficial do IYA 2009 está agendada para o dia 31 de Janeiro, na Casa da Música, no Porto, com um espectáculo da Orquestra Clássica do Porto, que irá tocar algumas "peças inspiradas em motivos astronómicos", referiu o coordenador global do Ano Internacional de Astronomia.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Queima de Fogos em Copacabana fez homenagem a Galileu



A tradicional queima de fogos na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, para marcar o Réveillon carioca, contou com elementos que lembram o Ano Internacional da Astronomia, celebrado em 2009. A data é uma homenagem aos 400 anos desde as primeiras observações telescópicas dos corpos e fenômenos celestes realizadas pelo cientista italiano Galileu Galilei, em 1609.


De acordo com o diretor de Operações da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), Bruno Matos, o público acompanhou diversas imagens sobre o tema, como estrelas, cometas e planetas que serão formadas no céu pelos fogos de artifício. Para o espetáculo, foram utilizadas mais de 24 toneladas de explosivo e 19,6 mil bombas. O show de fogos durou aproximadamente 20 minutos. “Será a queima de fogos mais bonita já vista em Copacabana”, afirmou Matos.Os cerca de 2 milhões de pessoas participaram da festa em Copacabana assistiram também a shows musicais e a apresentações de escolas de samba. O palco terá oito lados e 7 metros de altura, o que, segundo os organizadores, permitiu que o público acompanhe as apresentações de qualquer lado da estrutura, montada na altura da Rua Figueiredo de Magalhães. Além disso, quatro telões espalhados pela orla levaram a festa a quem estiver mais distante.De acordo com o diretor de Operações da Riotur, na noite do Réveillon funcionaram no local três postos de saúde, 24 Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) móveis e 300 banheiros químicos. No que diz respeito à segurança, Bruno Matos também garantiu que a estrutura montada foi suficiente. Segundo ele, 20 torres de observação com câmeras permitiram o monitoramento da região por policiais militares e civis, que atuaram, em parceria com homens da guarda municipal, na orla e nas ruas próximas. A ação também interditou 35 vias no entorno do local da festa. Além de Copacabana, houve queima de fogos na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, no Piscinão de Ramos e na Penha, na zona norte, e na Ilha de Paquetá. Em outros pontos, como a Praia da Bica, na Ilha do Governador, também na zona norte, na Pedra de Guaratiba e em Sepetiba, ambas na zona oeste, houve shows com apresentações musicais.

2009 é o ano Internacional da ASTRONOMIA



Frases como 'A Terra é azul' ou 'Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para humanidade (em referência ao homem ter pisado na lua)' são apenas dois exemplos rápidos que vêm à mente de qualquer pessoa ao se citar uma palavra: Astronomia. Em 2009, celebra-se o ano da 'ciência do céu', derivada de um mais antigos hábitos do ser humano (olhar para as estrelas em busca de entender melhor o universo).
O Ano Internacional da Astronomia é uma iniciativa promovida em âmbito mundial pela União Astronômica Internacional e a ONU (Organização das Nações Unidas), com o apoio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A mobilização se coloca como uma celebração global desta ciência e da sua contribuição para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse não só em Astronomia, mas de todo fazer científico em geral, com particular incidência nos jovens. Há uma série de eventos e comemorações, envolvendo 129 países, que serão realizados durante o ano. O Brasil realiza em agosto, no Rio de Janeiro, a 27ª Assembléia da União Astronômica Internacional, com a reunião de cerca de três mil astrônomos de todo o mundo. Eles apresentarão e discutirão os temas mais importantes da ciência. O astrônomo Nelson Travnik, coordenador do Observatório Astronômico de Piracicaba, explica que pesaram várias razões para a escolha de 2009 como Ano Internacional da Astronomia. Em 2009, comemora-se os 400 anos da utilização, pela primeira vez, de um telescópio de observação do céu, por Galileu Galilei; os 200 anos da descoberta das 1ª e 2ª leis do movimento planetário pelo matemático e astrônomo alemão Johannes Kepler; e os 40 anos da descida do homem na superfície lunar. Galilei empregou, pela primeira vez, uma luneta e provocou, com suas descobertas, a maior revolução científica e filosófica já ocorrida no mundo. Kepler, ao descobrir as famosas leis do movimento dos planetas ao redor do sol, criou a base da Astronomia e, com mais sorte, teria descoberto a gravitação universal. Já a missão tripulada Apollo 11 representou um estrondoso sucesso das missões espaciais tripuladas e foi transmitida ao vivo pela televisão para mais de um bilhão de pessoas. FascínioA Astronomia é a ciência do céu, espaço que abrange absolutamente tudo que existe 'acima da gente'. E o céu é o incomensurável, aquilo que não tem fim. É o local que abriga o conjunto infinito de estrelas, formado por todos aqueles pontinhos luminosos difíceis de serem enxergados a olho nu, mas que têm - grande parcela - tamanho maior que o sol. É ainda o céu do sistema planetário, de nomes tão conhecidos como Júpiter, Saturno, Marte, Vênus, Urano, Netuno, Mercúrio, sem esquecer do 'rebaixado' Plutão. É também a ciência que explica o aparentemente inexplicável, com teorias científicas sobre buracos negros, explosões cósmicas, estrelas cadentes e cometas. É, enfim, a ciência que explica o planeta terra, corpo celeste que se mantém isolado dos demais por um campo gravitacional imenso no espaço, girando e gerando eternamente os dias e as noites em diferentes horários em diferentes partes do mundo. É a ciência que flerta com o infinito e a eternidade, capaz de aproximar as origens da vida ao mesmo tempo em que realiza o prognóstico dos mais distantes desdobramentos para o futuro. O astrônomo Gerson dos Santos entende que a astronomia é a mais intrigante das ciências, por proporcionar às pessoas um arsenal de informações sobre astros, estrelas, meteoros, só possíveis de serem imaginadas por escritores de ficção científica. 'Quer algo mais fantástico do que a curiosidade de saber se estamos sozinhos?', questiona. Explorar o céu é ir a fundo no mar de especulações metafísicas, que envolvem desde assuntos sobre discos voadores até mesmo o fato do céu ser a moradia final dos que têm boa fé. 'A Astronomia explora os limites do céu', diz. Ou melhor: demonstra que para o céu não há limites. IntegraçãoA complexidade necessária para se atingir a difícil tarefa de compreensão do universo e da sua evolução não é pequena e exige uma necessária integração com técnicas de muitas disciplinas, incluindo a Física, Química, Biologia, Geologia, Matemática e Informática. 'Somente com a ajuda de todo este aparato é possível se chegar a novas descobertas. A astronomia é uma ciência capaz de fascinar a todos e, por conta disso, precisa de um suporte digno de sua função', diz Santos. Qual função? 'Decifrar o infinito'.