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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Japão mantém estação de trem para uma única usuária ir à escola


Uma companhia de trens japonesa resolveu preservar aberta a estação de Kami-Shirataki, localizada em Hokkaido.

A curiosidade é que a estação funciona apenas para uma pessoa: a adolescente Kana Harada.

A remota estação, que se encontra a 80 quilômetros de distância da parada inicial, funciona duas vezes ao dia: de manhã, às 7h04m, e de tarde às 17h08m, apenas nos dias em que Kana tem aulas e com o horário ajustado para que ela realize o trajeto entre sua casa e a escola.
A companhia Hokkaido Railway Co’s, que administra os trens da região, tem sido muito elogiada pelos usuários devido ao gesto de respeito e bondade. A princípio, em 2012, a decisão era de fechar a estação devido à falta de uso e à localização remota. No entanto, após uma investigação, eles descobriram que a parada era usada diariamente por apenas uma menina. Logo, a empresa decidiu que a estação ficaria aberta até março de 2016, quando Kana Harada se formou.

A jovem utiliza a estação há três anos e já expressou a sua tristeza ao lembrar que ela irá fechar em breve. “Eu fico triste por pensar que ela vai desaparecer, mas me sinto muito agradecida por tudo”, afirmou em um vídeo disponibilizado pelo Daily Mail.

A história da menina é comovente e o gesto bondoso da empresa é um modelo a ser seguido.

fonte jornal ciência

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Google constrói computador quântico 100 milhões de vezes mais rápido que um PC


A nova plataforma é capaz de resolver problemas 100 milhões de vezes mais rápido do que um PC convencional.

Ao contrário dos computadores regulares que codificam dados para bits que pode conter tanto “1” ou “0”, os computadores quânticos usam bits quânticos que podem processar ‘1’ e ‘0’ simultaneamente.
Usando técnicas especiais para manipular unidades de informação quântica, isso permite que o computador possa realizar toda uma série de cálculos matemáticos, tudo ao mesmo tempo.
Conhecido como ‘D-Wave X2’, o supercomputador quântico do gigante das buscas aproveita esses métodos para realizar um processamento chega a velocidades de até 100 milhões de vezes mais rápido que um computador padrão.

Para construir o computador quântico, o Google contou com a parceria da NASA, Para o diretor de exploração Rupak Biswas, esta tecnologia disruptiva poderia mudar a forma como fazemos tudo atualmente.

Esta chegando a quinta Semana Acadêmica do IFF campus Itaperuna !!!!!


Mais um prêmio internacional recebido por um matemático brasileiro!





O Acadêmico Marcelo Viana - que, no dia 8 de junho, se tornou o primeiro brasileiro a ganhar o Grande Prêmio Científico Louis D. da França - esteve no Colégio Cruzeiro, no Rio de Janeiro, para falar sobre a área que o levou a receber a maior distinção do país europeu para a pesquisa científica: a matemática. O evento "Encontro com as profissões", voltado para alunos do ensino médio, aconteceu em meados de maio.
O pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) falou sobre a sua profissão de uma forma leve e agradável aos estudantes, que tiveram a oportunidade de entender melhor sobre o que faz um matemático. Para isso, citou o professor Paul Lockhart: "Fazer matemática sempre deveria significar encontrar padrões e construir explicações bonitas e significativas".  E completou: "Essa frase é um pouco misteriosa, então decidi concretizar essa ideia". 

Dominó para explicar a matemática

Assim, Viana chamou três alunos para participarem de uma demonstração prática. Cada um recebeu peças de dominó - um recebeu o jogo completo, outro recebeu as peças até a numeração 5 e o terceiro recebeu as peças até a numeração 4. O objetivo era que cada um conseguisse fechar um círculo usando todas as peças uma vez só.  
O aluno que tinha as peças até a numeração 5 foi o único que não conseguiu fechar o círculo. Viana afirmou que isso seria de fato impossível, e explicou com uma história do século 18 sobre a cidade de Königsberg, na Prússia, em que a população buscava meios de fazer um percurso que passasse por todas as pontes do centro apenas uma vez. As pessoas não conseguiram e chamaram um matemático, Leonhard Euler, para resolver o problema. Euler, por sua vez, afirmou que o percurso em questão não era possível porque tinha vértices ímpares, ou seja, para que fosse possível, seria necessário que cada ponto de saída tivesse um número par de caminhos.  

Transformando os caminhos em linhas e suas interseções em pontos, Euler criou, possivelmente, o primeiro grafo da história, nome das estruturas empregadas em um ramo da matemática que estuda as relações entre os objetos de um determinado conjunto. Assim, nasceu o teorema de Euler: um grafo possui percurso fechado passando exatamente uma vez por cada uma das arestas se, e somente se, todos os vértices são pares.  

Para que serve a matemática?

"O rosto de Euler está na nota de dez francos suíços, mas acredito que, mesmo sendo responsável pela teoria dos grafos, que movimenta bilhões de dólares por ano, ele não tenha ganhado nem dez francos por isso", comentou Viana. Hoje, a teoria dos grafos influencia diretamente sistemas inteligentes de transporte aéreo, planejamento de tráfego urbano, de redes de estradas, controle de epidemias e outras áreas.  

"Sem a matemática, não haveria novos fármacos, aviões, conta bancária, ressonância magnética, smartphones", afirmou Marcelo Viana. No Reino Unido, 10% dos empregos são ligados à matemática, e atividades ligadas a essa área correspondem a 16% do PIB. Na França, são 15% do PIB, e 9% dos empregos estão ligados à matemática. "A empregabilidade é excelente. Esses 9% não são empregos quaisquer, são cargos bons, com bons salários. Das 85 tecnologias que a França considera estratégicas, 37 são ligadas à matemática."  

Em 2015, a revista Forbes publicou um ranking das melhores profissões. As dez primeiras incluíam atuária (que liderou a lista), estatística, ciência de dados, engenharia de software e análise de sistemas computacionais - todas profissões ligadas à matemática. O ranking considera não apenas o salário, mas também as condições de trabalho. "No Brasil não existem estudos como esse, mas tudo leva a crer que as conclusões seriam parecidas", disse Viana.

Ele lembrou que, para se tornar engenheiro, é preciso ter um mínimo de expertise em matemática. "A Austrália tem 38,1% dos seus alunos no nível 4 ou superior na avaliação de matemática do PISA [o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes]. O Canadá, 43,3%, a Coreia do Sul, 51,8%, a China, 71,2%, e o Brasil tem 3,8%. É uma catástrofe." Quem tem expertise, disse Viana, é como se tivesse "um sexto sentido", e só 4% dos brasileiros têm. "Então há um nicho enorme para quem quiser atuar nessa direção."  
O pesquisador informou que, se o Brasil subisse 25 pontos na prova de matemática do PISA, o PIB seria multiplicado por 2,5. "E se subirmos 25 pontos nós não vamos chegar no nível da Finlândia, mas do México." Para conseguirmos isso, segundo Viana, não precisamos inventar a roda, basta repetir o que outros países já fizeram. "Temos um sistema de educação gigantesco, 246 mil escolas. É preciso investir na formação dos professores." Quase 40% dos professores da rede pública que atuam nos anos finais dos ensinos fundamental e médio não têm formação para a matéria que ensinam, segundo dados do Censo da Educação Básica de 2015.  

Herói da matemática

Viana comentou com os estudantes sobre o Acadêmico Artur Ávila, também do Impa, que, há dois anos, ganhou o maior prêmio do mundo voltado para a matemática, a Medalha Fields (apelidada de "Nobel da matemática"), aos 34 anos. "Só é possível ganhar a Medalha Fields até os 40 anos, e isso acontece apenas uma vez a cada quatro anos. Então ganhar o Prêmio Nobel é moleza perto dela", brincou. Artur Avila foi o primeiro vencedor da Medalha que nasceu, cresceu e foi educado em um país em desenvolvimento. Tornou-se uma espécie de herói para os brasileiros.  

Ele também falou sobre o biênio da matemática no Brasil, que acontecerá em 2017 e 2018. O Rio de Janeiro receberá os dois principais eventos do mundo nessa área: a Olimpíada Internacional de Matemática, em julho de 2017, e o Congresso Internacional de Matemática (onde é entregue a Medalha Fields), em agosto de 2018.   

Julia Fragale, 17, foi uma das estudantes que participou do experimento de Viana. Ela contou que pensa em seguir a carreira de engenharia aeronáutica e se interessa por matemática: "Antes eu estudava em uma escola de artes e não gostava dessa matéria, mas, para entrar no Cruzeiro, precisei estudar muito matemática. Aí passei a entender e, quando você entende, você começa a gostar da coisa".  

Mais um prêmio para o Brasil


Sobre o Prêmio Louis D., Marcelo Viana contou que foi concedido pelo conjunto do trabalho que faz com sua equipe no Impa na área de sistemas dinâmicos, também chamada de Teoria do Caos, que estuda o modo que fenômenos evoluem no tempo - clima, aspectos da natureza, reações químicas etc. "É uma área que se desenvolveu muito no Brasil a partir dos anos 90, e é muito forte no Impa." Ele contou que outro fator a ser considerado foi o fato de seu projeto buscar aumentar a cooperação com a França, apoiando o intercâmbio e a mobilidade de jovens. 

Jovem monta observatório caseiro e flagra fenômeno raro no céu


Um adolescente de 16 anos de Campinas (SP) montou no quintal de casa um observatório astronômico amador com menos de R$ 200 e registrou uma série de sprites, que são descargas elétricas que ocorrem entre 50 e 80 quilômetros de distância da superfície da terra. O fenômeno é raro e geralmente observado com ajuda de satélites, segundo especialistas.
Lucas Mateus conta que montou o observatório com uma câmera usada em circuitos internos de segurança acoplada ao notebook da família. “Barato e eficiente”, justifica o apaixonado por astronomia.
Depois de montado o sistema, ele conseguiu com observadores mais experientes umas dicas para instalar um programa que grava qualquer movimento no céu. “Seis horas da tarde eu ligo ela e deixo até 6 horas da manhã”, explica  o jovem.
Mas, no dia 29 de maio ele acabou gravando as descargas elétricas conhecidas como sprites. “Foi na madrugada, eu acordei, e olhei pra ver o que o tinha capturado. Na hora que eu vi tinha uma imagem meio borrada, parecia o desenho de um mosquito (..) Fui pesquisar e descobri que era um sprite”, lembra o jovem.
“Para ver tem que ter uma tempestade com muitos relâmpagos entre 200 e 800 quilômetros daqui. Ele conseguiu isso e foi um grande feito. Ele pode se orgulhar do que ele fez”, afirma a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)  Fernanda São Sabbas, maior especialista em sprites da América Latina. As imagens dele rodaram o mundo em sites e redes sociais de observadores do céu.
A convite da EPTV, afiliada da TV Globo,  Lucas Mateus  e o pai foram conhecer um dos maiores telescópios de visitação. O observatório fica no Distrito de Joaquim Egídio, em Campinas.
“É muito raro a gente encontrar um jovem na sua idade interessado por ciências. Interessado como você está. Então, meus parabéns”, disse o astrônomo Júlio Lobo ao jovem durante a visita.
Lucas Mateus comentou que no telescópio profissional é possível ver as crateras da lua de perto. “Bem diferente do binóculo que eu usava; bem diferente, dá para ver de perto as crateras”, disse o garoto.

Mas questionado sobre o futuro, ele disse já ter traçado o que pretende fazer. “Quero ser astronauta, tirar uma foto da terra lá de cima”, finaliza.

Fonte G1

Em 14 de Agosto de 2016 dois anos que o matemático brasileiro Artur Avila ganhou a desejada Medalha Fields

As contribuições de Albert Einstein



Tamanhas foram as contribuições do alemão Albert Einstein para a física, que os pesquisadores têm grande dificuldade para apontar qual foi a mais importante. Todos, no entanto, são unânimes em afirmar que as descobertas de Einstein, que completaria 137 anos em 2016, revolucionaram a ciência moderna e causam grande impacto ainda hoje. Prova disso é a recente detecção das ondas gravitacionais previstas na Teoria da Relatividade há 100 anos. A descoberta abriu uma nova janela para o universo e inaugurou uma nova etapa para a ciência.
"As ondas gravitacionais vão revolucionar nosso conhecimento sobre o universo. Poderemos desvendar, por exemplo, o momento em que o universo surgiu", afirma o pesquisador Odylio Aguiar, do Instituto Nacional de Pesquisas 
Odylio integra o grupo de cientistas responsável pela descoberta das ondas de Einstein. "Estamos no início do caminho, mas Einstein imaginou que a confirmação demoraria muito tempo para acontecer ou nem aconteceria", diz.
Em 2016, ainda sob o impacto da confirmação das ondas gravitacionais, é difícil falar de Einstein sem falar de Teoria da Relatividade.
"Porque foi, até agora, a maior descoberta da física do século 21. Só é possível comparar com Galileu, que descobriu um mundo novo quando apontou uma luneta para o céu", afirma o pesquisador Martin Makler, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI).  "Pensar em Einstein é pensar em relatividade, em gravidade e, como consequência, em cosmologia, buracos negros e, claro, ondas gravitacionais. Mas, se elas foram previstas há 100 anos, qual a grande descoberta? Uma coisa é previsão teórica, mas observar é outra, e isso só foi possível graças aos avanços tecnológicos sem precedentes", acrescenta.
É fato que Einstein é mais conhecido pela Teoria da Relatividade, mas suas "digitais" estão por toda parte. "Suas pesquisas foram fundamentais para o desenvolvimento da mecânica quântica, um dos pilares da física moderna e que levou à compreensão da estrutura da matéria e inúmeras aplicações", explica Makler.
Seu modelo para o efeito fotoelétrico, por exemplo, foi crucial para a mecânica quântica e lhe rendeu o Prêmio Nobel em 1921. Seus estudos sobre a emissão estimulada possibilitaram a invenção do raio laser, de máquinas modernas, como scanner e impressora, do CD e do DVD e de inúmeras aplicações à medicina. "Até o GPS é uma invenção que podemos vincular às contribuições de Einstein", diz o Odylio.
Gênio
Se é difícil para os pesquisadores apontar a maior contribuição do físico alemão para a ciência moderna, é ainda mais delicado sugerir uma característica da sua personalidade que o transformou em gênio.
"O segredo de Einstein é que ele era uma pessoa não convencional. Ele não se apegava a dogmas e, por isso, teve a audácia, a ousadia de pensar livremente", avalia Odylio, do Inpe.
Para Martin, do CBPF, à genialidade de Einstein soma-se o contexto histórico. "Ele viveu numa época em que se podia fazer uma revolução com algo relativamente simples. A dinâmica mudou. Hoje, física é big science, depende de tecnologia e experimentos. Mas a obra de Einstein foi única. Não teve ninguém igual", diz o pesquisador.

Fonte: MCTI