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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Combinações Isométricas de ESCHER

Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898, faleceu em 1970 e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita.
Com o professor Mesquita, Escher aprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura. Este fascínio foi tão forte que levou Mauritus a abandonar a Arquitectura e a seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, Escher decide viajar, conhecer o mundo! Passou por Espanha, Itália e fixou-se em Roma, onde se dedicou ao trabalho Gráfico. Mais tarde, por razões políticas muda-se para a Suíça, posteriormente para a Bélgica e em 1941 regressa ao seu país natal.
Estas passagens por diferentes sítios, por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem por Alhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contacto com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e reflectem, pelas pavimentações. Porém, no preenchimento de superfícies, Escher substituía as figuras abstracto-geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc.




VEJA NO LINK A DIREITA UMA GALERIA DAS OBRAS DE ESCHER

'Profecias Genéticas' Levam Mulheres ao Fracasso Matemático


Se você acredita que não pode fazer alguma coisa, as chances são grandes de que não vai conseguir mesmo. Não é nenhum papo de auto-ajuda para incentivar o otimismo e a fé em si mesmo. Pesquisas já comprovaram que os estereótipos causam um impacto psicológico capaz de alterar o desempenho de um indivíduo em uma dada tarefa. Agora, cientistas descobriram um novo ponto nessa questão: se você acredita que não pode fazer alguma coisa por alguma predisposição genética, aí as chances são maiores ainda de não conseguir nada.
De acordo com o estudo, feito na Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, os resultados de pesquisas genéticas precisam ser divulgados com cuidado. “Nossos resultados mostram que é preciso cautela ao comunicar e interpretar questões genéticas”, afirmou o co-autor Steven Heine . “As pessoas tendem a ver essas predisposições de formas deterministas e fatalistas”, disse ele.
Heine e seu colega, Ilan Dar-Nimrod, estudaram o desempenho matemático de mulheres. O assunto é espinhoso. Neste ano, o então reitor de Harvard, Lawrence Summers, deixou o cargo após afirmar que a razão pela qual existiam menos mulheres trabalhando com matemática e ciência era o fato de que os homens tinham mais habilidade com esses assuntos.
Para verificar o impacto desse estereótipo, Hine e Dar-Nimrod passaram um exercício matemático para 220 mulheres. Depois, as dividiram em três subgrupos e passaram textos com falsas explicações científicas sobre as diferenças entre os sexos para cada um deles.
O primeiro leu um texto dizendo que mulheres tinham um desempenho matemático pior do que os homens, devido a diferentes experiências pessoais. O segundo leu outro texto, que afirmava que homens eram melhores em matemática por uma predisposição genética. Por fim, o terceiro e último grupo recebeu a informação de que não havia qualquer diferença no desempenho matemático entre mulheres e homens.
Com os textos lidos, as mulheres foram convidadas a resolver novamente um problema de matemática. Não surpreendentemente, aquelas que receberam os textos que diziam que mulheres eram piores em matemática do que os homens tiveram um desempenho abaixo do das demais. No entanto, os cientistas verificaram uma particularidade interessante: aquelas que leram que a diferença era genética foram ainda pior do que as que foram informadas de que ela se baseava em experiências pessoais.
“Nossa conclusão foi de que as pessoas vêem as informações genéticas de forma um tanto quanto determinista. Se alguém tem os genes, então não tem escolha a não ser apresentar suas características”, explica Heine. “No entanto, as pessoas vêem suas experiências como algo a que podem resistir. Predisposições genéticas são inescapáveis, mas experiências dão oportunidade de fugir do estereótipo.”
Para o cientista, é necessário cautela ao lidar com o assunto. “É preciso mais cuidado ao comunicá-las [as predisposições genéticas] para que as pessoas as vejam da mesma maneira que os pesquisadores que as estudam. Os genes são uma fonte de influência sobre o nosso comportamento, mas não o determinam”, diz Heine.

O que gera os RAIOS ?


Uma nuvem começa a se formar quando o calor que é irradiado pelo Sol atinge nosso planeta e evapora a água presente em sua superfície. Esse vapor sobe das regiões de baixa altitude, onde é menos denso que o ar, até regiões mais frias da atmosfera, onde se condensa e forma as minúsculas gotinhas de água que compõem a nuvem.
Quando ela é formada por partículas de gelo e água em diversos tamanhos, tem uma grande extensão vertical e encontra-se em uma região com ventos intensos, tem todos os ingredientes necessários para produzir relâmpagos. São as chamadas cumolonimbus, ou simplesmente nuvens de tempestades.
Ainda não há uma teoria definitiva que explique a eletrificação da nuvem. Há, no entanto, um consenso entre os pesquisadores de que a eletrificação surge em seu interior, da colisão entre partículas de gelo, água e granizo. Uma das teorias mais aceitas diz que o granizo, sendo mais pesado, ao colidir com cristais de gelo, mais leves, fica carregado negativamente, enquanto os cristais de gelo ficam carregados positivamente.
Isso explicaria o fato de a maioria das nuvens de tempestade ter um centro de cargas negativas embaixo e um centro de cargas positivas na sua parte superior. Quando a concentração de cargas nesses centros cresce muito, o ar que os circunda já não consegue isolá-los eletricamente e acontecem as descargas elétricas entre as duas regiões.
A maioria das descargas ocorre dentro das nuvens, mas como as cargas elétricas na nuvem induzem cargas opostas no solo, as descargas também podem se dirigir a ele. Os raios que tocam o solo podem ser divididos em descendentes (nuvem-solo) e ascendentes (solo-nuvem). Os que não tocam o solo podem ser basicamente de três tipos: dentro da nuvem, da nuvem para o ar e de uma nuvem para outra. O tipo mais freqüente é o descendente.
Um raio começa com pequenas descargas dentro da nuvem, que liberam os primeiros elétrons em direção ao solo. Quando essa descarga, conhecida como ‘líder escalonado’, encontra-se a algumas dezenas de metros da superfície, parte em direção a ela uma outra descarga com cargas opostas, chamada de ‘descarga conectante’. Forma-se então o que é conhecido como o canal do raio, um caminho ionizado e altamente condutor. Por ele passa um gigantesco fluxo de cargas elétricas denominado ‘descarga de retorno’. É neste momento que o raio acontece com a máxima potência, liberando grande quantidade de luz.
A voltagem de um raio encontra-se entre 100 milhões e 1 bilhão de Volts. Sua corrente é da ordem de 30 mil Ampères, ou seja, a mesma utilizada por 30 mil lâmpadas de 100 W juntas. Em alguns raios, a corrente pode chegar a 300 mil Ampères!
Essa corrente, ao passar pelo ar, aquece-o e ele se expande com violência, produzindo um som intenso e grave. É o trovão, que pode chegar a 120 decibéis, ou seja, uma intensidade comparável à que ouve uma pessoa nas primeiras fileiras de um show de rock.

É Possível Cair com Aceleração Maior do que a Aceleração Gravitacional?


De acordo com as Leis de Newton, o movimento descrito pelo Centro de Massa (CM) de um corpo depende apenas das forças externas exercidas sobre ele. Assim, se um corpo estiver sujeito a um campo gravitacional externo uniforme, como o existente nas proximidades da superfície da Terra, e livre de outras ações exteriores, seu CM será acelerado verticalmente para baixo à razão de 9,8 m/s2, aproximadamente.
Entretanto, se esse corpo não for rígido, é possível que existam interações entre as suas partes. Nesse caso, enquanto o CM descreve efetivamente um movimento de queda livre, algumas partes podem sofrer acelerações maiores ou menores do que a aceleração da gravidade.
A figura ao lado mostra dois instantes do movimento de queda livre de uma bola de mini-snooker e de uma mola maluca de plástico. Na Foto 1, a bola e a mola encontram-se em repouso, sustentadas pelas mãos de um experimentador. A Foto 2 apresenta um instantâneo de suas quedas simultâneas.
Comparando-se as imagens percebe-se que no mesmo intervalo de tempo em que a bola caiu aproximadamente 6 cm, com uma aceleração de 9,8 m/s2, o deslocamento do elo superior da mola (a primeira volta completa da espiral) foi de aproximadamente 47 cm, o que implica uma queda com aceleração média de cerca de 77 m/s2! Enquanto isso o elo inferior não se deslocou!!
Qual é a explicação? Vamos analisar as forças que atuam no elo superior. Na situação inicial, de equilíbrio, são exercidas três forças sobre ele: a do experimentador que mantém a mola presa, seu próprio peso e uma força elástica para baixo, exercida pelo restante da mola. Essa força elástica possui a mesma intensidade do peso de todos os elos que se encontram abaixo do primeiro. Portanto, na mola em questão, que possui 32 elos (diversos elos estão unidos na parte inferior da mola), a força elástica sobre o elo superior equivale ao peso dos outros 31 elos.
Quando a mola é liberada, a força exercida para mantê-la presa deixa de existir. Entretanto, imediatamente após a liberação, as deformações na mola ainda são idênticas às da situação de equilíbrio, o que faz com que as forças elásticas também se mantenham.
O elo superior fica então sob a ação de duas forças para baixo: seu próprio peso e a força elástica. Ou seja, a intensidade da força resultante sobre ele é 32 vezes maior do que o seu peso. Assim, imediatamente após a liberação da mola, sua extremidade superior estará sujeita a uma aceleração 32 vezes maior do que a aceleração da gravidade! Em seguida, como a força elástica exercida sobre o elo superior começa a diminuir, sua aceleração também se reduz.
Além disso, com a mola ainda em equilíbrio, suas deformações e forças elásticas são maiores na parte de cima do que na parte de baixo. Então, após sua liberação, os elos sucessivos, a começar pelos superiores, são acelerados e transcorrerá algum tempo, mesmo que muito pequeno, até que o último deles inicie a descida.
Ou seja, a ponta inferior da mola “paira” estática por algum tempo, enquanto a parte superior experimenta uma aceleração inicial muito maior do que a da gravidade. Mas isso ocorre de modo que a aceleração do CM seja idêntica à gravitacional.

A Origem das Tempestades CÓSMICAS


Cientistas americanos afirmam ter decifrado o mecanismo que gera as tempestades cósmicas que causam as auroras boreal e austral e desordenam as operações dos satélites, as redes de abastecimento elétrica e os sistemas de comunicações, segundo um relatório divulgado pela revista "Science". Os fenômenos, também chamados de subtempestades, foram nas últimas décadas uma preocupação permanente para a segurança dos astronautas.
Segundo Vassilis Angelopoulos, professor da Universidade da Califórnia, existem duas teorias que tentam explicar a origem das tempestades. Uma delas diz que o mecanismo desencadeador surge relativamente perto da Terra. Trata-se da acumulação de grandes correntes de íons carregados e elétrons ou plasma que são liberadas por uma explosiva instabilidade.

A segunda assinala que o mecanismo está mais longe e o processo é diferente. Quando duas linhas de campo magnético se aproximam devido à carga energética do sol, se chega a um limite crítico em que as linhas se reconectam e transformam a energia magnética em cinética e calor. Essa energia é liberada e produz uma aceleração dos elétrons do plasma, de acordo com a explicação dos cientistas.
Segundo Angelopoulos, pesquisador do Projeto Themis financiado pela Nasa, sua pesquisa determinou que a segunda teoria é a correta.
"Nossos dados demonstram claramente e pela primeira vez que a reconexão magnética é o fator desencadeante das tempestades cósmicas".
Themis corresponde à sigla em inglês de "História Cronológica de Eventos e Interações em Macroescala de Subtempestades".
O cientista afirma que sua pesquisa obedeceu a necessidade de prever quando ocorrem essas tempestades "para que os astronautas entrem em suas naves" e "possam desligar os sistemas dos satélites para que não sejam danificados".

Espaçonave Russa para Viagem Tripulada à LUA


A primeira imagem oficial de uma espaçonave russa com capacidade para transportar tripulação à Lua foi divulgada por um artista gráfico russo. A nave foi elaborada para substituir a Soyuz, atualmente em uso pela Rússia, e, se um acordo entre as agências russa e européia for fechado, poderá permitir que a Europa participe diretamente do transporte de tripulação ao espaço.
O veículo de 18 a 20 toneladas foi concebido para levar quatro pessoas para a Lua, competindo com o sistema americano Ares/Orion. O artista gráfico Anatoly Zak elaborou as imagens com base em um desenho divulgado pela fabricante russa EKK Energia na Grã-Bretanha, na semana passada, durante o Farnborough Air Show.
Em alguns aspectos, a cápsula se parece com a próxima geração de espaçonaves americanas denominada Orion. Uma das características incomuns da nave parece ser um mecanismo que permitirá uma aterrissagem mais suave na volta à Terra.
A Agência Espacial Européia (Esa, na sigla em inglês) vem conversando com a agência russa Roscosmos sobre um projeto de colaboração no Sistema de Transporte Tripulação Espacial (CSTS, na sigla em inglês) desde 2006.

Esse módulo de serviço usurá tecnologia - como sistemas de propulsão - desenvolvida para o Veículo de Transferência Mecanizado (ATV, na sigla em inglês) da Europa, um veículo não tripulado usado recentemente para enviar suprimentos para a Estação Espacial Internacional. A Rússia, por sua vez, poderá fornecer o lançador para a nova espaçonave tripulada, que poderá ser um veículo completamente novo ou um foguete já existente modificado.
Segundo Zak, nas negociações com a Europa, a Rússia está insistindo que todas missões tripuladas futuras tenham base em Vostochny, um novo cosmódromo que está sendo desenvolvido na região de Amur, no leste da Rússia. O governo russo quer que o primeiro lançamento no local seja feito em 2018.

Atualmente, todos os lançamentos da Soyuz são feitos do comódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
Outra alternativa seria modificar o lançador europeu Ariane 5, em Kourou, na Guiana Francesa. Para isso, o local teria que ser modificado para oferecer infra-estrutura de apoio à tripulação. Também é possível que os dois locais tenham um papel a desempenhar em qualquer projeto de colaboração entre as agências russa e européia.
Se essa colaboração fracassar, a agência européia poderá desenvolver a sua própria espaçonave tripulada. O assunto será discutido em um encontro de representantes de países europeus em novembro deste ano.

domingo, 20 de julho de 2008

A Misteriosa Curva de Carnegie


Essa curva foi o resultado de medidas feitas, nos anos 20 do século 20, por pesquisadores do navio americano Carnegie. Ela mede a variação média do campo elétrico em uma posição qualquer da Terra, durante um dia típico, de tempo bom. Embora tenha sido obtida com medidas feitas apenas no oceano, ela serve, acochambrando um pouco, para posições nos continentes. A abcissa indica a hora em Londres (hora de Greenwich) e a ordenada mostra o valor do campo elétrico em outro ponto qualquer do planeta. Quer dizer: em um local qualquer do globo, o campo elétrico atinge um valor máximo quando são 7 horas da noite em Londres! E é mínimo quando são 4 horas da madrugada em Londres.
Esse resultado parece muito misterioso, mas, não é tanto assim. Basta lembrar que o capacitor planetário de Kelvin é um modelo global. Variações de potencial entre as "placas" só podem ocorrer globalmente, pois a boa condutividade na ionosfera (a "placa positiva") se encarrega de distribuir rapidamente qualquer acúmulo local de cargas. "Certo", você pode dizer, "mas, por que logo 7 horas da noite? Por que não outra hora qualquer"? Boa pergunta. Isso ninguém sabe explicar direito. Talvez você mesmo, algum dia, possa responder essa pergunta para nós.

Por enquanto, o que importa é que essa curva serviu para ajudar a identificar o gerador que mantém a diferença de potencial entre a ionosfera e o solo. Esse gerador são as tempestades, como veremos a seguir.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

China X EUA - A Nova Corrida à LUA



A China é capaz de enviar uma missão tripulada à Lua na próxima década se quiser, disse o diretor da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos), Michael Griffin.
A agência americana pretende enviar astronautas à superfície lunar até 2020 com sua nova nave espacial Orion. Mas é possível que os primeiros seres humanos na Lua desde a missão Apollo 17 em 1972 estejam fincando no solo a bandeira chinesa, e não a americana.
Em 2003, a China se tornou o único país a colocar um homem em órbita além dos Estados Unidos e da Rússia.
Em entrevista à BBC News durante visita a Londres, Griffin disse: "Certamente é possível que a China queira colocar gente na Lua, e se desejar fazer isso antes dos Estados Unidos, com certeza ela pode. Em termos de capacidade técnica, ela pode, absolutamente."
Autoridades chinesas dizem que não há plano e não há cronograma para uma missão à Lua, e manifestaram dúvidas sobre a possibilidade de realizar uma até 2020. Plano ambicioso
O diretor da agência espacial chinesa, CNSA, Sun Laiyan, disse no ano passado, contudo, que uma excursão lunar é inevitável.
Há uma percepção entre alguns especialistas da indústria espacial de que o longo domínio dos Estados Unidos sobre a exploração espacial está acabando à medida que outros países entram nessa área.
Sobre a importância de se chegar à Lua primeiro, Griffin preferiu não se comprometer. "Eu não sou um psicólogo, então não posso dizer se tem importância ou não. Seria apenas uma opinião e eu não quero dar uma opinião numa área em que não sou qualificado."
Um relatório recente da empresa de consultoria americana, Futron, disse que outros países estão expandindo sua capacitação espacial em um ritmo surpreendente, "ameaçando a liderança espacial dos Estados Unidos".
A China enviou duas missões tripuladas ao espaço nos últimos cinco anos. A primeira foi em 2003 e manteve o astronauta Yang Liwei 21 horas em órbita da Terra a bordo da nave Shenzhou 5.
Na segunda, dois chineses a bordo da Shenzhou 6 passaram cinco dias em órbita. Uma outra missão tripulada deve partir em outubro, pouco depois dos Jogos Olímpicos de Pequim. Colaboração
Griffin disse que os Estados Unidos e a China agora estão dando os primeiros passos para uma colaboração na exploração do espaço.
- Eu acho que é sempre melhor para nós encontrarmos áreas onde possamos colaborar ao invés de brigar - disse o representante da Nasa, lembrando que a primeira cooperação entre americanos e soviéticos ocorreu em 1975, "virtualmente no auge da Guerra Fria".
- E isto levou, 18 anos depois, à discussão sobre o programa da Estação Espacial Internacional em que agora estamos envolvidos - disse ele. Índia
O programa espacial da Índia é menor que o da China, mas está avançando bastante. O país vai lançar sua sonda não tripulada Chandrayaan para a Lua ainda neste ano. A Índia também anunciou planos ambiciosos para um programa tripulado.
Desde que assumiu o posto na Nasa em 2005, Griffin esteve à frente da implementação de um plano do presidente George W. Bush com o objetivo de levar os americanos de volta à Lua até 2020 e enviá-los, em algum momento, a Marte.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Físico Brasileiro Contesta a Teoria do Big Bang

Um dos maiores críticos do Big Bang, Mário Novello, do Centro Brasileiro de Pesquisa Física (CBPF), propõe uma nova teoria para explicar o Universo: ele seria não só eterno, como também cíclico. A explosão que para muitos teria dado origem ao Cosmos seria, na verdade, um momento recorrente num ciclo eterno de retração e expansão, como mostra matéria de Roberta Jansen publicada nesta terça no jornal O Globo.
A nova teoria, elaborada em parceria com José Martins Salim, foi apresentada no início do ano na I Conferência de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica, em Pescara, na Itália, e publicada na "Physics Report".
A teoria do Big Bang defende a idéia de uma explosão primordial que deu origem ao Universo e deixa em aberto a questão sobre o que haveria antes. Para Novello, trata-se de um "mito científico". Segundo o cientista, imaginar que o Universo proviria de um ponto singular, sem jamais oferecer informações sobre o que teria vindo antes, é pressupor que a física seja irracional.
- Isso não tem nada a ver com verdade científica - afirma Novello. - Você pode provar um dia que houve retração e expansão, mas não pode provar o Big Bang.
Por isso, desde os anos 70, Novello propõe o modelo do Universo eterno, em que o Big Bang seria o ápice de um período de colapso do Universo, seguido por uma fase de expansão que perdura até hoje. A idéia foi criticada durante muitos anos, mas, recentemente, passou a ser mais bem aceita.

Nasa descobre uma das Estrelas mais Brilhantes da Via Láctea


Um grupo internacional de astrônomos descobriu uma das estrelas mais brilhantes da Via Láctea, informou a Nasa. Batizada de "Nebulosa Peony", a estrela brilha com intensidade 3,2 milhões de vezes maior que a do Sol. Segundo Lidia Oskinova, astrônoma da Universidade de Potsdam, na Alemanha, e autora de um estudo sobre a nova estrela, é possível que outros corpos celestes tão brilhantes quanto a "Peony" estejam escondidos na nossa galáxia.
A dificuldade para encontrar a nova estrela pode ser explicada pela poeira cósmica. O título de mais brilhante da Via Láctea continua com a estrela "Eta Carina", cuja intensidade equivale a 4,7 milhões de sóis. Os cientistas afirmam, entretanto, que é difícil calcular o brilho de um estrela e, portanto, "Peony" pode ser até mais brilhante.
"(Peony) é uma criatura fascinante. Parece ser o segundo astro mais brilhante que conhecemos em nossa galáxia e está localizado nas profundezas do centro da galáxia", disse Lídia, segundo comunicado divulgado pela Nasa.

Segundo os astrônomos, a nova estrela tem massa entre 150 e 200 vezes maior que a do sol. Para localizá-la, os astrônomos usaram dispositivos infravermelhos do telescópio Spitzer da Nasa e do Observatório Europeu do Sul, localizado no Chile. Desta forma, os telescópios puderam penetrar em lugares impossíveis de alcançar apenas com a luz natural.
"A astronomia infravermelha abre panoramas extraordinários sobre o ambiente dominante na região central de nossa galáxia", explicou a astrônoma.
O estudo sobre a nova descoberta será publicado na revista Astronomy and Astrophysics.

A Física desvendando Crimes


A presença de físicos nas cenas de crimes e em análises subseqüentes é cada vez mais comum e não apenas em seriados de televisão, como mostra matéria de Roberta Jansen publicada nesta quarta no jornal O Globo. O tema foi abordado em palestra no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) pela perita Andréa Porto Carreiro, do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), responsável pelo Laboratório de Balística.
- A idéia é que a ciência leve subsídios para a investigação. E a física está em muitas áreas da criminalística - afirma Andréa, doutora em física na área de óptica e espectroscopia e também especialista em microscopia eletrônica de varredura. - Para analisar materiais, falsificação de documentos, nas técnicas de raio X, na microscopia, na análise acústica de vozes, na determinação da trajetória de balas e munições. Num caso de acidente de trânsito, por exemplo, é preciso aplicar conceitos de força, velocidade e massa.
E também do sangue encontrado no local, como ficou claro, recentemente, com os laudos técnicos divulgados no caso Nardoni, em que o pai e a madrasta de Isabela são acusados de terem matado a menina.
- O tamanho da gota de sangue, a forma como se dissipou, o estudo das manchas de sangue no local podem dar informações importantes sobre a dinâmica do caso - explica Andréa.

domingo, 13 de julho de 2008

Nasa encontra Fábrica de Estrelas


Telescópios que examinam fatos ocorridos há mais de 12 bilhões de anos localizaram uma galáxia que funcionava como fábrica de estrelas. Essa remota galáxia está (ou esteve) gerando até 4 mil estrelas por ano. A nossa Via Láctea, por exemplo, gera apenas dez estrelas por ano, segundo o estudo divulgado na quarta-feira.
- Esta galáxia está passando por um forte 'baby boom', produzindo a maioria das suas estrelas de uma só vez - disse Peter Capak, do Centro Científico Spitzer da Nasa, ligado ao Instituto de Tecnologia da Califórnia.
- Se nossa população humana tivesse sido produzida num surto similar, a maioria de todas as pessoas vivas hoje em dia teria a mesma idade - comparou ele em nota à imprensa.
Em artigo na revista Astrophysical Journal Letters, Capak e seus colegas disseram ter usado vários telescópios, inclusive o Spitzer e o Hubble, ambos da Nasa, para localizar essa antiga galáxia, que fica a 12,3 bilhões de anos-luz (ou seja, sua luz levou 12,3 bilhões de anos para chegar aos arredores da Terra).
Estima-se que o Universo tenha 13,4 bilhões de anos, o que significa que a galáxia estava "parindo" estrelas quando o Universo tinha apenas 1,3 bilhão de anos.

Teoria da Relatividade Passa em Mais um TESTE


Aproveitando-se de uma configuração cósmica única, astrofísicos conseguiram medir os efeitos previstos pela teoria da relatividade de Einstein, observando a gravitação extrema de dois pulsares em órbita um do outro, segundo estudo divulgados pela revista americana Science.
Em outras palavras, a teoria de 93 anos do 'pai da física moderna' passou num novo teste, destacaram cientistas.
Os pulsares são pequenos objetos estelares extremamente densos e que sobrevivem após a explosão de uma estrela em supernova.
A massa desta estrela é, na maioria das vezes, maior que a do sol, mas ela é muito pequena.
Estes pulsares giram em torno deles mesmos a uma velocidade vertiginosa e geram um gigantesco campo gravitacional, emitindo fortes faíscas em ondas radio que iluminam os radiotelelescópios na Terra como faróis à beira-mar.
Mais de 1.700 pulsares foram revelados nos últimos meses em nossa galáxia, a Via Láctea, mas este duplo pulsar ou pulsar binário, descoberto em 2003, é o único conhecido.
"Um pulsar binário cria condições ideais para verificar a teoria da relatividade porque quanto maiores as massas e quanio mais elas se aproximam umas das outras, maiores os efeitos da relatividade", explicou René Breton da Universidade McGill em Montreal, um dos autores destes trabalhos.
"A teoria de Einstein prevê que, num campo gravitacional, o eixo em torno do qual o objeto gira mudará lentamente de direção quando o pulsar passar na frente de seu par", como uma espiral ligeiramente inclinada no eixo de rotação oscila, explicou Victoria Kaspi da Universidade McGill.
Os pesquisadores puderam observar que um dos dois pulsares realizam perfeitamente este movimento quando o outro passa na sua frente, confirmando esta parte da teoria de Einstein de 1915.